Você pesquisou, comparou e provavelmente recebeu orçamentos que vão de R$ 500 a R$ 50.000 pelo mesmo tipo de projeto. Parece impossível entender por que existe essa variação tão absurda mas há uma lógica por trás de tudo isso.
Neste guia, vamos detalhar quanto custa cada tipo de site, o que está incluso em cada faixa de preço e, principalmente, o que você perde quando escolhe a opção mais barata.
Por que os preços variam tanto?
A resposta curta: porque “site” é uma palavra que engloba produtos completamente diferentes. Um site institucional de 5 páginas não tem nada a ver em complexidade, tecnologia e resultado com um e-commerce integrado a ERP ou um sistema web com área de membros.
Na prática, três coisas explicam quase toda a diferença de um orçamento para outro:
- O que é feito sob medida e o que vem pronto. Template comprado e ajustado custa uma fração de um design desenhado para o seu negócio — e entrega uma fração do resultado. É a diferença entre site profissional ou template gratuito.
- O que o site precisa conversar. Um site que só apresenta a empresa é um projeto. Um site que consulta estoque de verdade, grava o pedido no seu sistema e emite a nota é outro — e aí o custo depende menos do site e mais de como funciona a integração de sistemas por trás dele.
- Quem faz. Não é só questão de “caro” ou “barato”: muda o que você recebe, o que está no contrato e quem atende quando der problema.
Sobre esse último ponto, o mercado é formado por perfis muito distintos:
- Freelancers iniciantes que cobram barato mas entregam sem garantias
- Plataformas DIY (Wix, Squarespace) com mensalidades que somam no longo prazo
- Agências pequenas que equilibram custo e qualidade
- Agências especializadas com foco em performance, SEO e conversão
Tabela de preços por tipo de site em 2026
Confira as faixas médias do mercado brasileiro:
| Tipo de site | Faixa de preço | Prazo típico |
|---|---|---|
| Site institucional (até 10 páginas) | R$ 500 a R$ 15.000 | 2 a 6 semanas |
| Landing page de alta conversão | R$ 800 a R$ 8.000 | 1 a 3 semanas |
| E-commerce (loja virtual) | R$ 1.500 a R$ 30.000 | 4 a 12 semanas |
| Sistema web / portal com login | R$ 10.000 a R$ 100.000+ | 2 a 6 meses |
Site institucional (até 10 páginas)
- Freelancer iniciante: R$ 500 a R$ 1.500
- Agência pequena: R$ 2.000 a R$ 5.000
- Agência especializada: R$ 5.000 a R$ 15.000
É o site que apresenta a empresa: quem você é, o que faz, prova de que funciona e um caminho para o contato. A variação de trinta vezes dentro da mesma linha não é ganância — é escopo. Na ponta de baixo você compra páginas na internet. Na de cima, compra alguém que estudou seu mercado, escreveu os textos pensando em quem compra e mediu o resultado depois.
Landing page de alta conversão
- Freelancer: R$ 800 a R$ 2.000
- Agência: R$ 3.000 a R$ 8.000
Uma página só, com um objetivo só. Parece que deveria ser o mais barato da lista, e às vezes é o mais caro por página — porque o trabalho não está em construir, está em decidir o que falar, em que ordem, e testar depois. Se ela existe para receber tráfego pago, ela se paga ou queima verba. Não tem meio-termo.
E-commerce (loja virtual)
- Plataformas prontas (Shopify, Nuvemshop): R$ 1.500 a R$ 5.000 + mensalidade
- E-commerce personalizado: R$ 8.000 a R$ 30.000
Aqui mora a decisão que mais economiza dinheiro na lista inteira: na maioria dos casos, plataforma pronta resolve. Ela já tem pagamento, frete, antifraude e checkout testado por milhares de lojas. Loja personalizada se justifica quando o seu processo de venda não cabe no molde — assinatura, catálogo com regra própria, integração pesada com o ERP. Se você está em dúvida, é sinal de que a pronta serve.
Sistema web / portal com login
- Projetos simples: R$ 10.000 a R$ 25.000
- Projetos médios e complexos: R$ 25.000 a R$ 100.000+
No momento em que aparece login, isso deixou de ser um site e virou software. Perfil, permissão, recuperação de senha, conta duplicada, LGPD, apagar dados a pedido do usuário — nada disso o visitante vê, e é onde mora a maior parte do orçamento. Se é o seu caso, vale entender antes o que é um sistema personalizado, porque a conta segue outra lógica.
O que está incluso no preço de um site profissional?
Um site bem feito por uma empresa séria inclui muito mais do que “páginas na internet”. Veja o que deve fazer parte de qualquer proposta:
- Planejamento estratégico e briefing detalhado
- Design personalizado (não templates genéricos)
- Desenvolvimento responsivo (funciona em celular, tablet e desktop)
- Otimização de velocidade e performance
- SEO técnico on-page (meta tags, schema, sitemap)
- Integração com Google Analytics e Search Console
- Treinamento básico para gerenciamento do conteúdo
- Prazo de garantia pós-entrega
- Domínio e hospedagem registrados no seu nome, não no do fornecedor
Esse último item não é detalhe jurídico — é o seu ativo. Se o domínio está no nome de quem fez o site, o site não é seu. No dia em que a relação acabar, você descobre isso da pior forma possível.
O que você perde no site barato
Sites feitos por R$ 500 a R$ 1.000 quase sempre apresentam pelo menos um destes problemas:
- Carregamento lento — e isso custa visita: segundo o Google, 53% dos acessos por celular são abandonados quando a página demora mais de 3 segundos para carregar
- Não aparece no Google porque não tem SEO técnico
- Sem responsividade adequada para mobile
- Template genérico que seu concorrente também usa
- Sem suporte após a entrega
- Código difícil de manutenção que encarece qualquer mudança futura
- Domínio ou hospedagem no nome do fornecedor — na prática, o site não é seu
Nada disso aparece na entrega. Tudo isso aparece seis meses depois, quando você quer mudar alguma coisa e descobre que sai mais caro do que refazer. Se o seu site atual já tem alguns desses sintomas, vale conhecer os sinais de que seu site está afastando clientes antes de decidir entre consertar e recomeçar.

Quanto custa manter um site depois de pronto?
Esta é a parte que quase ninguém coloca na conta — e que, em três anos, costuma passar do valor do projeto inicial:
| Custo recorrente | Valor típico |
|---|---|
| Hospedagem de qualidade | R$ 50 a R$ 300/mês |
| Domínio | R$ 40 a R$ 60/ano |
| Manutenção e atualizações | R$ 200 a R$ 800/mês (opcional, mas recomendado) |
| SEO contínuo | R$ 500 a R$ 3.000/mês (se contratar serviço especializado) |
A manutenção parece opcional até deixar de ser. Site parado quebra sozinho: plugin desatualizado vira porta de entrada, certificado vence, integração muda do outro lado. Ninguém tocou em nada e o formulário parou de enviar.
5 perguntas antes de assinar
- O domínio e a hospedagem ficam no meu nome? Se a resposta demorar, já é resposta.
- O que exatamente está incluso, por escrito? “Site institucional” não é escopo. Número de páginas, textos, fotos e prazo são.
- Quem escreve os textos? É a pergunta que mais atrasa projeto no Brasil. Se for você, o prazo depende de você.
- Consigo mexer sozinho depois? Trocar um preço ou publicar uma notícia não deveria exigir uma ordem de serviço.
- Qual é a garantia e o que ela cobre? Bug é diferente de mudança de ideia. As duas coisas vão acontecer.
Como obter o melhor custo-benefício
Não escolha pelo menor preço escolha pela melhor relação entre o que você paga e o que seu site vai te trazer de resultado. Um site que aparece no Google, carrega rápido e converte visitantes em clientes pode pagar seu custo em poucos meses.
Peça sempre: portfolio de projetos entregues, prazo de garantia por escrito, descrição técnica do que está incluso e referências de clientes.
E antes de tudo, confirme que é mesmo um site que você precisa. Muita empresa chega pedindo site quando o problema é outro: quem precisa que o cliente volte toda semana talvez esteja na dúvida entre app mobile ou site responsivo, e quem já decidiu pelo aplicativo vai querer saber quanto custa desenvolver um aplicativo antes de comparar as duas contas.
Se você está com orçamentos na mesa e não sabe qual faz sentido, fale com a gente. A gente diz inclusive quando a resposta é “não faça agora”.